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Eleitores ainda demonstram pouco conhecimento sobre notícias dos pré-candidatos ao Governo de Goiás

  • gilbgna6
  • 19 de nov. de 2025
  • 4 min de leitura

Pesquisa da Grupom aponta baixo nível de exposição dos nomes cotados para a eleição de 2026, especialmente entre os eleitores de Goiânia

Goiânia, outubro de 20251 — Entre abril e setembro de 2025, a Grupom realizou três levantamentos consecutivos para avaliar o nível de conhecimento e a lembrança de notícias dos eleitores goianos a respeito dos possíveis pré-candidatos ao Governo de Goiás nas eleições de 2026.


Ao todo, foram entrevistados 2.483 eleitores em 125 municípios do Estado. O resultado é revelador — ainda que nada surpreendente para quem acompanha o comportamento do eleitor médio: a maioria da população afirma não ter visto, até o momento, qualquer notícia sobre os principais nomes cotados para a disputa.

A pesquisa possui margem de erro de dois pontos percentuais, dentro do rigor metodológico habitual da Grupom.


Baixo volume de notícias percebidas pelos eleitores

Os dados mostram que, de abril a setembro, o cenário de comunicação dos pré-candidatos praticamente não se mexeu. As pequenas oscilações registradas ficam dentro da margem de erro — o que, em bom português, significa que nada relevante aconteceu. Apesar do esforço visível de alguns nomes em marcar presença na mídia e nas redes, o eleitor parece ainda não ter se dado ao trabalho de notar.



O melhor desempenho no período foi de Wilder Morais, que conseguiu reduzir em quase 14 pontos percentuais o número de eleitores que afirmam não ter visto notícias sobre ele — um avanço respeitável, ainda que partindo de um patamar modesto de visibilidade.


Marconi Perillo segue liderando em reconhecimento, com o menor índice de desconhecimento entre os nomes testados (29,9%). Já Daniel Vilela atravessou o semestre em águas tranquilas: não piorou, não melhorou — e, ao que tudo indica, tampouco foi muito notado.


Goiânia concentra o maior desconhecimento sobre os nomes

A análise regional revelou diferenças curiosas. Goiânia, centro político e midiático do Estado, foi justamente onde se registrou o maior percentual de eleitores que não se lembram de notícias sobre nenhum dos três pré-candidatos. Já o interior e o Entorno do Distrito Federal mostraram maior exposição às informações políticas — um contraste que sugere que a bolha urbana, saturada de conteúdo, talvez esteja prestando menos atenção ao noticiário do que o eleitor das regiões mais periféricas.



Segundo o levantamento, os eleitores da capital são os que menos se recordam de ter visto notícias sobre os pré-candidatos. Já as cidades do interior apresentaram maior nível de lembrança — um indício de que a comunicação política local tem sido mais eficiente, ou, quem sabe, simplesmente mais próxima da realidade cotidiana do eleitor.


Redes sociais e portais são as principais fontes de informação

O levantamento também identificou os meios preferidos dos goianos para se manter informados. As redes sociais e os portais de notícias lideram com folga, seguidos pela televisão, que ainda resiste bravamente ao tempo — e ao zap. O dado reforça a migração definitiva do debate político para o ambiente digital, embora nem sempre isso signifique mais informação ou melhor compreensão.



De acordo com a pesquisa, embora rádio e jornais impressos ainda sejam lembrados como fontes de informação política — talvez mais por hábito do que por uso efetivo —, os meios digitais concentram hoje a maior atenção do eleitorado. Essa mudança de rota impõe aos pré-candidatos um desafio nada trivial: adaptar suas estratégias de comunicação ao ambiente online, onde a velocidade é alta, a memória curta e o engajamento, muitas vezes, inversamente proporcional à profundidade do conteúdo.


Conclusão: visibilidade ainda limitada a um ano da eleição

Os resultados do levantamento deixam claro que, até o momento, a comunicação dos pré-candidatos ao Governo de Goiás ainda fala mais para dentro do que para fora. Mesmo a menos de um ano do início efetivo do processo eleitoral, a maioria dos eleitores segue distante das mensagens políticas, o que evidencia uma desconexão entre o esforço de comunicação e a percepção do público.

A baixa lembrança de notícias, especialmente entre os eleitores da capital, indica que visibilidade não se confunde com presença — e que o desafio está menos em aparecer e mais em ser percebido. O eleitor digital é volátil, disperso e seletivo: ele só presta atenção quando algo realmente o toca. Isso exige estratégias mais integradas e segmentadas, que combinem presença digital consistente, cobertura jornalística relevante e aproximação regional inteligente.

Para os pré-candidatos, o recado é direto: não basta marcar território nas redes sociais; é preciso construir narrativa, gerar reconhecimento e, sobretudo, sustentar coerência ao longo do tempo. Já para a imprensa, o desafio é outro — reconectar o noticiário político com o interesse real do cidadão comum, antes que as manchetes se tornem apenas ruído em meio à enxurrada de conteúdos diários.

A Grupom, ao acompanhar essa dinâmica com rigor metodológico e olhar atento às transformações da comunicação política, reafirma seu compromisso em oferecer análises que ajudam a compreender o comportamento do eleitor e orientar estratégias mais eficientes. Porque, em tempos de excesso de informação, entender o que realmente chega — e o que de fato fica — é o que faz a diferença entre ser notado e ser lembrado.




Texto escrito por Mario Rodrigues Filho, fundador da Grupom Consultoria.

 
 
 

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